Perco o interesse
vivendo no sumo do sentimento que escorre entre os fios do coador de pano. Não
percorro mais o ingrediente liquefeito dos meus passos triturando as pedras do
calçamento.
Não há socorro na
evidência de se salvar por salvar e muito menos por humanitarismo, o que há é a
individualidade se firmando como lei imposta e não adquirida.
Não sou repórter da
humanidade, não sou funcionário da Globo e de nenhuma mídia televisiva e muitos
menos jornalística, sou repórter dos acontecimentos que invadem meu sentir.
Deixo o caminho
atual para trilhar outro talvez, purificando-me nos mistérios que há nos pés de
cada indivíduo que cruzam comigo.
Eis o mistério dos
caminhantes, decifrar os passos de cada um na evolução dos pecados sem cair na
vida eterna do pai glorioso.
Não lembro onde
joguei a camisinha da minha primeira transa. Felicidade não se conquista, há de
se ter na pele queimada o despudor de senti-la porejando prazer e gozo.
Não morro de amor por ninguém e, ninguém morre de amor por mim, portanto estou quite com a humanidade.
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