Na
amargura das pedras, o suor dos corpos presos ao ar quente e sufocado,
solicitou que ele fizesse mais esforço que, com isso, tornou intenso o
descômodo que sentia.
Não se
digladiou com palavras fortes ou obscenas, aceitou o desconforto seguindo o
caminho que, previsto, lhe daria a oportunidade de ser ou mesmo, de
encontrar-se consigo próprio.
Assim,
conduzia os passos seguros e decididos, ora pisando nas pedras que rolavam
precipício abaixo, ora lhe davam apoio necessário aumentando a confiança em si
mesmo.
Essa
confiança adquirida à dura pena, integrou-o ao ambiente em que vivia,
solidificou sua participação integra e congênita de ser ele mesmo e não o que
desejavam o que dele queriam que fosse.
Não
cantou vitória, mesmo porque ainda não era o momento certo a se vangloriar dos
feitos, tudo bem, pequenos, mas com a precisão certa e emocional que lhe fora
dirigida.
Emoção
que transbordou em delírios carnais degustando naco por naco, recolhendo o sumo
principal para seu alimento dia após dia, sem justificativa alguma de que
deveria fazer o preparo de seu alimento.
Olhando
pela janela dos óculos, divisou, não só o alimento, como divisou o além se
estendendo por campos imensos de trigo e milho e arroz e feijão.
Mais uma vez ouviu a voz, não da razão, mas a voz do coração abriu os braços, recebeu o vento quente do meio dia e, deitou-se na imensidão verde dos sonhos levando-o ao nirvana do corpo sentindo o corpo em si mesmo.
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