Pingo a dor no cálice da vida umedecida
Sou vendaval de angústia adormecida
O cálice vibra a cada pingo pingado
Empalidecendo meu rosto enrugado
Meu peito saboreia a noite crucial
No teu peito brota o desejo carnal
A vida é jogada com os dados da sorte
Nada mais é sórdido do que a morte
Percorro decisões nada acertadas
Passeio a carcaça pelas sujas calçadas
Nada me faz diferente do hoje e do amanhã
Apenas colho cada milímetro desta vida afã
Olho com cuidado e com a máxima atenção
Mas em cada esquina há sempre uma sedução
E na surreal/idade dos prazeres como amante
Entrego-me serviçal aos teus beijos alucinantes
Com a espada em punho entrego-me a realidade
Em ter a cada segundo teu sexo à minha vontade
Em cada gota de suor ejaculada pelo teu prazer
Recolho-me dentro de você aliviando o meu ser
Deito-me ao aguardar o fim do suposto conflito
Nos escombros da alma revelo a dor do grito
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