Torrencialmente chove. Chove cântaros de água. Transborda os bueiros alagando
ruas, levando de roldão as impurezas deixadas nas calçadas, nos meio fios da
rua... Chove o que não choveu ontem e nem sábado e, o que é pior, ainda nem é
verão, imagine quando for. Aí então, o mundo desabara nas águas impuras das
lágrimas da mãe natureza.
Ao sair de casa o
sol despontava ao longe avermelhando o céu num esplendor de beleza propicia. Ao
pisar a grande e bela Avenida Paulista, o céu demonstrou sua fúria numa cor
cinzenta, nublada, nada aprazível a quem estivesse sem guarda-chuva. Lá pelas,
talvez nove horas, a manhã virou noite umas duas vezes, e na terceira, desabou
um pé de água com raios e trovões numa catastrófica aparência de final de
mundo. Apesar que não sei como é o final de mundo, talvez seja dessa maneira,
se é que há final de mundo. Creio que tudo seja da forma que cada um deseja que
seja.
E escuro o céu
permaneceu desabando água sem piedade. Na hora do almoço, claro que houve
alvoroço, exclamações, duvidas, mas todos saíram, quem iria perder o almoço.
Creio que ninguém. Uns enfrentaram a chuva percorrendo distâncias mais ou menos
longa, outros, no primeiro boteco entraram para não se molharem.
No momento, há uma pequena trégua. Não chove, ou melhor, dizendo, chove, mas,
não intensamente, chove uma chuva pequena, uma chuva de molhar trouxa, não está
nem claro e nem escuro, está num meio termo e, creio que até às cinco horas da
tarde, o dia permanecerá assim.
Fiquemos no aguardo
de que não chova ao termino do expediente.
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