quinta-feira, 19 de maio de 2022

Diário da terça-feira 1.


Torrencialmente chove. Chove cântaros de água. Transborda os bueiros alagando ruas, levando de roldão as impurezas deixadas nas calçadas, nos meio fios da rua... Chove o que não choveu ontem e nem sábado e, o que é pior, ainda nem é verão, imagine quando for. Aí então, o mundo desabara nas águas impuras das lágrimas da mãe natureza.

Ao sair de casa o sol despontava ao longe avermelhando o céu num esplendor de beleza propicia. Ao pisar a grande e bela Avenida Paulista, o céu demonstrou sua fúria numa cor cinzenta, nublada, nada aprazível a quem estivesse sem guarda-chuva. Lá pelas, talvez nove horas, a manhã virou noite umas duas vezes, e na terceira, desabou um pé de água com raios e trovões numa catastrófica aparência de final de mundo. Apesar que não sei como é o final de mundo, talvez seja dessa maneira, se é que há final de mundo. Creio que tudo seja da forma que cada um deseja que seja.

E escuro o céu permaneceu desabando água sem piedade. Na hora do almoço, claro que houve alvoroço, exclamações, duvidas, mas todos saíram, quem iria perder o almoço. Creio que ninguém. Uns enfrentaram a chuva percorrendo distâncias mais ou menos longa, outros, no primeiro boteco entraram para não se molharem.
No momento, há uma pequena trégua. Não chove, ou melhor, dizendo, chove, mas, não intensamente, chove uma chuva pequena, uma chuva de molhar trouxa, não está nem claro e nem escuro, está num meio termo e, creio que até às cinco horas da tarde, o dia permanecerá assim.

Fiquemos no aguardo de que não chova ao termino do expediente.

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