Os dedos silenciosos pousam no espaço o qual, acostumado, divergem os
pensamentos em vários sentidos sem se preocupar com que está sendo digitando.
Pousam esquecidos de que são apenas
instrumentos no final da mão, cujos impulsos acionam nervos e músculos
pressionando as teclas ao comando recebido.
Pousam na fuga das palavras mal selecionadas
com seus arquétipos originais e, na confluência de existir onde possa fixar
seus caracteres, se alojam no hemisfério ao sentir o prosaico das letras
idênticas.
Repousam no percurso único e conhecido por
todos como aviso de que existem no espaço sinalizando ideias.
Carregam os pontos gráficos impregnado de todos
os sentires de cada cidadão existente na cosmografia do universo.
O filósofo chora a perda de seus escritos na
areia da incompreensão e presencia o mundo em guerra.
Ninguém dá importância a ele e muito menos ao
seu choro convulsivo.
Cada um tem a sua guerra que nunca termina.
Para isso, cada um determina seus gestos na
concretização da rotina obrigatória de sentir-se integrante ao grupo a que
pertence.
E, dessa maneira, cria-se a chama da existência cravejando sua marca nos
objetos, nos móveis, nos edifícios, nas ruas, vielas e parques e praças
publicas.
Nesse dia morrerei dez vezes abraçando com felicidade a morte.
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