A música estilhaça o meio-dia em cristais de fragmentos no chão da agonia
dedilhando o sangue em notas musicais.
Na voz da cantora o medo da solidão avança no
teu corpo cheio de mistérios e magia conduzindo-me num puro enleio.
Envolve-me a fruição dos pelos nas fibras do
teu desejo em conjunção aos meus de macho faminto carregado de emoção.
Devoro-te a cada renascer da Fênix e conjugo o
verbo satisfação em ter-me dentro de ti amando-te com devoção.
Devoro-te segundo a segundo em intenso viver na
proporção em que somos alimentados pelo fluídico prazer.
Do teu ventre colho o aroma da maçã adocicada
de ternura cálida a apaziguar minha língua ávida.
Sorvo o leite num orgasmo delirante na boca do
perigo que num grito lacerante rompe as grades da prisão.
Aquieto-me no pulsar das tuas veias e recebo o
fluxo da paz nas filigranas do sol a iluminar praças e ruas.
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