quinta-feira, 16 de maio de 2024

Acho que vou me render ao fretado.


Não por comodidade, não. E, sim por causa da perna. Só de subir as escadas até o portão, a dor era como se eu tivesse andado uns três quarteirões. Depois, na condução, nem sempre há lugar vago, as vezes preciso ficar em pé por um longo tempo, e quando um banco fica vago e consigo sentar a perna continua doendo.

Hoje mesmo, foi um dia desses. Quando passei a chave no portão à perna já estava doendo. Peguei o micro ônibus e fiquei por um bom tempo em pé. Na subida para a Penha, no terminal, vagou um banco e pude sentar. Mesmo assim, a perna continuou doendo.

Na plataforma da estação do metrô Penha, precisei sentar novamente. Esperei uns dois metrôs. Sentindo-me melhor peguei um meio lotado, mesmo assim, a perna doía.

Na estação Sé, pude sentar naqueles confortáveis bancos cinza. No Paraíso também sentei no deslumbrante banco cinza.

Descendo na Consolação, a perna não doía, mas assim que atravessei a rua Augusta, começou a doer.

E entre a Augusta até a Frei Caneca, precisei sentar na beirada dos canteiros, umas duas vezes.

Cheguei no prédio vendo estrelas em plena manhã de sol. Subi o elevador e desci no meu andar, sentando a minha mesa, pude esticar a perna até que a dor passasse lentamente.

Portanto, acho que vou fazer um teste pegando o fretado de manhã.

Deixarei a movimentação do metrô, o qual me deu muita inspiração para escrever os meus bons dias, para a chatice de nada acontecer no fretado.

Pensei também em parar de trabalhar, aposentado, mas e aí? Como farei? Vou ter que enfrentar as filas enormes dos SUS da vida?

Se pudesse ter o convênio vitalício, claro não pensaria duas vezes, mas como não tenho, vou continuar trabalhando.

Vamos ver.

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