sexta-feira, 12 de julho de 2024

Tartaruga atropelada

 

Cuspido. Fui cuspido ao descer na Consolação. Olhei o relógio: sete horas e doze minutos. Peguei a direita, subi a escada rolante, sai da estação, atravessei a Rua Augusta, entrei no Conjunto Nacional e me dirigi aos caixas eletrônicos em frente ao Grill Hall. Paguei as contas que tinha que pagar, sai pela Padre João e atravessei a Avenida Paulista, precisamente as sete horas e vinte e oito minutos. As sete e trinta e cinco liguei o micro. E, as sete e cinqüenta minutos, é que consegui abrir o Word para escrever o bom dia. Droga, para não falar palavrão, droga, o que poderei escrever nesses poucos minutos? Nada que preste. A minha vontade é jogar o micro pela janela e voltar aos tempos da caneta. Mas fazer o que, enquanto não trocarem, vou ter que continuar com essa lerdeza. Acho que perde até para uma tartaruga atravessando a Paulista, e, olhe que já vi muita tartaruga sendo atropelada.

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