quinta-feira, 11 de julho de 2024

Terça feira.

  

O sol depois de uns dias de frio e garoa invade a cidade alimentando-a de calor.

A claridade se esparrama entre as quinas das ruas aflorando nos passos de transeuntes acelerados pela fome do meio-dia.

Uns se dirigem para a esquerda, outros em frente, enquanto que alguns pela direita olham sem preocupação nenhuma o relógio do tempo indicando onde devem ou não ir.

O som característico de buzinas, roncos de motores, passos abafados no cimento das calçadas, risos escondidos que muitos não percebem vozes ditas no pé do ouvido, gritos silenciosos e outros não percebidos, não chegam até aqui por causa das camadas de cimento e dos vidros fechados reverberando o som ambiente sempre de mau gosto.

Som repetitivo, ultrapassado, sem mudança ou alternância ferindo o gosto de alguns e o mau gosto de outros, mas poucos a favor, pois preocupado com a carreira profissional, a maioria não presta atenção nem em seu íntimo de ser humano quanto mais no que ocorre a sua volta.

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