Lampejam os meus olhos fixos na
vontade de viver cada manhã como se fosse a última.
Trespassa o momento num brilho de
contorno pardacento e meio que colorido, interrogando o destino dos meus passos
na calçada fria e irregular dos sentimentos.
Seria como se eu estivesse num
profundo sono trazendo a tranqüilidade na face dos mortos feridos pelo sono
eterno.
As linhas do tempo ferem com
turvas manchas do esquecimento emoldurando meu corpo numa fimbria de luz.
Existe uma qualidade fria de me
queimar constantemente com a brasa viva de cada palavra que ouso expressar.
Portanto me mantenho na quietude
em meio às grosseiras e pontudas palavras semicerrando as pálpebras para não
revelar o que comigo se passa.
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